Sorria, mesmo com o coração partido de dor.
Não é fácil sorrir quando estamos tristes, amarguradas, não é mesmo? É preciso um grande esforço para isso. Mas, se você tentar, verá que não é impossível. E quando você conseguir, vai se sentir bem melhor, porque, em algum lugar, dentro do seu coração, sempre existe um fio de esperança, e, sorrindo, você estará alegrando as pessoas que a cercam e que gostam e se preocupam com você. Mesmo com o coração partido, espalhe amor e alegria à sua volta. Com certeza este é um dos maiores atos de heroísmo que uma pessoa pode praticar. É difícil, mas você vai ver que vale a pena!
Amigos loucos e sérios
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Louco que senta e espera a chegada da lua cheia.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.



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